O Centro Educacional Rogêdo é uma escola particular com 26 anos de existência na área pedagógica em Belo Horizonte.
Somos uma escola regular com uma proposta de atendimento aos alunos mais individualizado e buscamos a inclusão dos que apresentam algum tipo de dificuldade de aprendizagem.
O blog 'Abre Coração' foi criado numa perspectiva de apoiar a todas as pessoas que se interessam por esta proposta inclusiva.
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segunda-feira, 21 de novembro de 2011

De bem com a vida

AUTO ESTIMA

Tire as teias da mágoa da infância

"Sua sombrancelha é bonita"...
Essa foi a única frase que eu ouvi da minha tia avó, freira, que veio nos visitar depois de muito tempo e pediu para que eu tirasse o cabelo da cara para ver meu rosto. Eu devia ter uns 11 anos. Naquele momento eu constatei o que eu já sabia: Eu era feia!

Sim, a infância pode ser cruel e a minha não ficou muito longe disso. E o que acontece de ruim por lá, principalmente o que vem das mensagens e atitudes de quem você ama, grudarão na sua memória como aqueles cracas do navio naufragado. É nessa hora que você constrói ou não o seu valor.

Então, não adianta alguém chegar, te olhar nos olhos e dizer: "Baixa auto estima? Mas você é bonita, inteligente e bem sucedida", por que se você teve uma infância "meiabocation" isso de nada vai adiantar. E a pessoa vai ficar sem entender mesmo e deixa pra lá. Marcas que nem o melhor do Photoshop disfarça.

Eu levei vários outros "toins" nessa fase da vida: A rejeição de M. D. (meu primeiro amor platônico), o professor de História, que me chamava de 'feiura" na hora da chamada, o pônei que meu pai me prometeu aos 09 anos (com que sonhei tantas noites e nunca chegou), o bullying dos colegas de classe porque minha família não tinha grana na época, o sofrimento da minha mãe que se contentava com as migalhas de amor que meu pai dava e por ai vai...

Portanto, se é para começar a aumentar a auto estima, a gente tem que se jogar no sótão da infância e dar uma boa limpada nessas mágoas empoiradas e cheias de ácaros lá de trás. E ai, como dói!

Então, vamos lá enfrentar esta parada. Dói mas, liberta.

Gisela Rao
Autora do Livro 'Não comi, não rezei, mas, me amei'


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